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Os golpes financeiros “Boi Gordo” e “Avestruz Master”

15 de junho de 2013 | Em Curiosidades | 6,9 mil visualizações | Por

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Como funcionam os esquemas de pirâmide financeira? Esta resposta pode ser encontrada no texto Entenda o Marketing Multinível e as propostas de renda extra pela Internet. Mas, neste mesmo texto, foram citados estes dois exemplos de casos onde a pirâmide financeira foi aplicada e deu tudo errado. São exemplos que já aconteceram há décadas atrás. Mas, ainda hoje, não deixa de ser um problema, já que os esquemas de pirâmide existentes funcionam da mesma forma, só “mudaram de roupa” e se adaptaram ao mundo tecnológico e moderno. Conheça ambos os casos abaixo.

Boi GordoBoi Gordo – No mais conhecido caso de pirâmide financeira do Brasil, 30.000 investidores perderam nada menos que 3,9 bilhões de reais. Seduzidos pela oportunidade de embolsar um lucro mínimo de 42% no prazo de um ano e meio, eles aplicaram suas economias nas Fazendas Reunidas Boi Gordo. A empresa chegou ao mercado em 1988, mas só começou a vender os chamados contratos de investimento coletivo (CICs) nos anos 90. O sistema se assentava na engorda de bois e criação de bezerros, mas os lucros repassados eram pagos, sobretudo, pela entrada de novos investidores no negócio.

Avestruz Master – Fundado em Goiânia em 1998, o grupo Avestruz Master oferecia contratos de compra e venda de avestruzes com compromisso de recompra dos animais. Mas, em sete anos de operação, nenhuma ave foi abatida. Na teoria, a Avestruz Master teria comercializado mais de 600 mil animais. Na prática, só possuía 38 mil. O grupo conquistou 40.000 investidores no Brasil, 30.000 deles só no estado de Goiás. Para engordar a base da pirâmide, foram gastos 4 milhões de reais em publicidade em 2004 – e apenas 100.000 reais em ração para as avestruzes. Quando a pirâmide ruiu em 2005, a empresa fechou as portas e seus sócios fugiram para o Paraguai. Em 2010, a Justiça Federal condenou os dois filhos e o genro do dono da Avestruz Master a indenizar os investidores em 100 milhões de reais. Os acusados também receberam penas de 12 a 13 anos de prisão. A execução da indenização, contudo, só irá acontecer quando todos os recursos judiciais tiverem se esgotado. Se executada, ela não será suficiente para cobrir o prejuízo total amargado pelos investidores, estimado em 1 bilhão de reais.

Com informações da revista Exame – Editora Abril – 1 de julho de 2011.

De Ivaiporã/PR, Engenheiro de Computação, Administrador do Grupo Dicas em Geral. Apaixonado por Tecnologia e Informática.



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