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Um chip dual core de 1 GHz teria o mesmo desempenho de um single core de 2 GHz?

12 de dezembro de 2010 | Em Dicas | 4,2 mil visualizações | Por

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processadores intelO bom senso pode dizer que sim, mas no mundo dos PCs essa relação de 1 + 1 não é sempre igual a 2. Até o fim do século passado, a maioria dos processadores tinham apenas uma via de processamento e eram capazes de executar apenas uma sequência comandos (ou thread) por vez. Mas como isso é feito em uma velocidade muito alta, tem-se a impressão de que todos os programas rodam ao mesmo tempo e, quando algum programa dá uma “engasgada”, isso pode ser sinal de que o processador está sobrecarregado, problema que pode ser resolvido com um chip de maior desempenho.

Nessa época, a maneira mais simples e eficiente para fazer com que um processador fosse mais veloz era acelerando o seu clock (daí a escala de GHz) o que exige a aplicação de mais energia ao processador o que gera como um subproduto bastante indesejável: mais calor.

O problema é que em meados de 2001 empresas como a Intel começaram a perceber que essa estratégia de ganhar desempenho gerando mais calor estava chegando no seu limite, com previsões até que bem sombrias de que em 2005 os processadores mais velozes trabalhariam a temperaturas tão elevadas quanto uma usina atômica, em 2010 eles seriam mais quentes que a saída de um foguete e em 2015 ele alcançaria a temperatura da superfície do sol. E ai não teria cooler de processador que resista.

Assim, a Intel iniciou uma série de estudos e chegou a conclusão de que a solução não estaria nos chips mais velozes e sim nos chips mais espertos. Daí nasceu a idéia de implementar mais de uma via de processamento em seus chips, primeiro na forma da tecnologia HT (HyperThreading) que emulava dois processadoes lógicos em um único núcleo, seguido pelos primeiros processadores de dois, quatro e até seis núcleos.

A ideia nesse caso é que o ganho de desempenho seria obtido pela capacidade do processador dual core de fazer realmente mais coisas ao mesmo tempo, ao contrário de um single core que só faz uma coisa de cada vez mais velozmente.

Na época, análises realizadas pela Intel entre um chip single core topo de linha e um dual core mais lento, mostraram que este último foi capaz de realizar 30% mais tarefas consumindo 40 % menos energia. Ou seja, houve sim ganho de desempenho, mas não mas chegou a ser o dobro. Entretanto, a economia de energia foi bastante significativa, afastando definitivamente o fantasma do superaquecimento.

Isso foi uma mudança de paradigma e os frutos dessa mudança são sentidos até hoje com chips cada vez mais velozes e que não esquentam tanto quanto uma usina nuclear ou bocal de foguete.

De Ivaiporã/PR, Engenheiro de Computação, Administrador do Grupo Dicas em Geral. Apaixonado por Tecnologia e Informática.



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