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O possível fim dos computadores de mesa (Desktop)

28 de março de 2013 | Em Curiosidades | 957 visualizações | Por

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Em 2010 um diretor europeu da empresa Google, John Herlihy, disse que, em três anos, os computadores de mesa – ou desktops – seriam extintos do mercado (de acordo com o site Pplware), devido à grande procura por computadores portáteis como notebooks, smartphones e tablets. Passado o tempo, exatamente três anos após esta afirmação, aqui trago a questão: os desktops morreram mesmo? Antes de responder, vou comparar os desktops com notebooks, de maneira sucinta e generalizada.

Computador de MesaAntigamente era mais fácil produzir desktops; mais barato e vantajoso. Porém, com o passar do tempo, a tecnologia evoluiu. Os componentes diminuíram, o desempenho aumentou e a concorrência fez com que os preços caíssem. Veja alguns dos principais fatores que contribuíram:

Consumo – Um notebook, se comparado a um desktop, pode consumir até 90% menos energia. Isso porque o desktop é feito para oferecer desempenho, ou seja, aproveitar ao máximo seu espaço e seus componentes para poupar tempo de processamento. Vale lembrar que, se o desktop poupa tempo, mesmo gastando mais energia, pode ainda ser considerado vantajoso, dependendo do uso.

Tamanho – Imagine aquela viagem para as férias, e você quer guardar as fotos tiradas na praia, ou até mesmo jogar algum game para se distrair… Tem como levar o desktop na mala? Com certeza não! O notebook pode ser levado para qualquer lugar, funciona mesmo sem uma fonte de energia externa e tem 1001 utilidades.

Preço – Antigamente era caríssimo um notebook, a assistência era escassa, mas hoje em dia não. O preço de um modelo que se encaixa perfeitamente no perfil da maioria das pessoas custa, em média, até R$ 2 mil, e ainda pode ser parcelado. Existem mais opções de assistência técnica e técnicos especializados por todo o país.

Desempenho – Mesmo o desktop ganhando em desempenho, os notebooks têm garantido sua colocação na linha de chegada. Com processadores modernos, vários núcleos e muita memória, é possível assistir filmes em alta definição, rodar aplicativos e jogos em 3D ou converter formatos de vídeo sem que haja problema de travamento, como acontecia no passado.

Mas como a questão principal lançada no início era sobre a morte dos desktops, vamos focar nela. Para isso convido você a refletir um pouco sobre as opções de compra de nosso país. Quando algum amigo ou parente está interessado em comprar um computador novo, ou até mesmo você, seus filhos, primos etc., qual é a primeira opção? Um computador de mesa ou um portátil? Se pensar no computador de mesa, onde ele será colocado? Você tem um rack exclusivo para ele? Nem sempre. E o notebook, precisa de uma mesa exclusiva para ele? Não. É fácil levar para a casa? Sim. O preço é bom? Na maioria dos casos, sim.

O que leva à ideia de que o desktop morrera é, justamente, haver a opção de comprar um, mas preferir não comprá-lo. Claro que ele é útil em escritórios e empresas, mas com o tempo pode não ser mais. Reflita e encontre a sua resposta, pois nos próximos três anos a realidade pode ser ainda mais diferente.

Fonte: Jornal Paraná Centro

De Ivaiporã/PR, Engenheiro de Computação, Administrador do Grupo Dicas em Geral. Apaixonado por Tecnologia e Informática.



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